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COISAS QUE ME ACONTECERAM: BOAS OU RUINS, ACONTECERERAM PORQUE ERAM NECESSÁRIAS.

"Sou uma céptica que crê em tudo, uma desiludida cheia de ilusões, uma revoltada que aceita, sorridente, todo o mal da vida, uma indiferente a transbordar de ternura." Florbela Espanca.
Estranho, estou preferindo escrever pequenas notas ao invés de fazer postagens no blog... minha articulação de palavras ainda está (no mínimo) deficiente. Terceiro ano não foi fácil... e quando digo isso não estou sendo nenhum pouco exagerada ou injusta. Tive tudo para não ir, para desistir, para me entregar, mas não o fiz... sou forte? Talvez. Resiliente? Sim! Adaptativa? Muito. Aqueles que me ajudaram (ou tentaram) um obrigada. Aqueles que me deram "as costas", muito obrigada, sem vocês não teria a capacidade de ter visto o tamanho de minha força, vocês também foram importantes em meu crescimento. Cada vez que eu pensava nas coisas que me aconteceram eu sofria, mas hoje percebo que foram de grande importância. Não podemos entregar nossas vidas a pessoas que não nos ofereceram, nem prometeram nada em troca de sua amizade sincera, pequei nessa pequena realidade, mergulhei em algo pequeno, mas já saí desta situação, só me aproximo, hoje, de quem me dá a certeza de que não serei, nem ficarei sozinha, entretanto tudo isso sem a esperança de que estes não me decepcionem. Este ano, ainda, aprendi o que é e como é composta uma família. Antes imaginava todas as famílias do mundo, mas não via a minha. Acreditava, cegamente, que minha mãe era uma inimiga (na minha infância principalmente), não que não me amasse, mas que não me entendia como gostaria ou algo do tipo. Percebi de forma pouco comum, a forma que ela arrumou de me entender e acolher, pois mesmo em seus (e, principalmente meus) momentos de fúria voraz me deu apoio, me mostrou muita coisa que não queria enxergar, ainda não dava conta disso. Minha família é minha mãe (era meu pai, mas ele já não existe de corpo presente), mas minha mãe está aqui, viva, saudável e linda. Além disto, ganhei uma amiga que me ajudou e me ensinou muito não só na vida acadêmica, mas também na vida pessoal. Uma segunda mãe (a mãe da Alice, também). Me aconselhava de forma rígida muitas vezes, me mostrando o quanto tenho de potencial e o quanto não uso todo este potencial. Atualmente ela está se mudando para outra cidade, mas sempre vou me lembrar com alegria e saudade todos os momento difíceis, engraçados, estranhos que passamos juntas... não só lembrar, ainda temos grandes planos para nossa vida, e muitos deles nos insere em um mesmo contexto. Ela não vai se ver longe de mim por muito tempo, né Joyce? Esse ano, tive acolhidas inesperadas, rechaçamentos inesperados também, doeu, machucou, mas me fez crescer e me ver diferente e ver o outro de forma menos (ou mais) hostil, me fez acordar para o novo, me fez notar o quanto é gostoso quando nos permitimos viver intensamente. Mas valeu a pena, porque se estou viva preciso viver, melhor ter emoções verdadeiras, chorar, rir e sentir a todo o momento que não é somente o ar que passa por meu corpo, o enchendo de oxigênio, mas sim a vida, a energia e a vitória de cada dia mais evoluir, mudar e me tornar não apenas um humano, mas sim me tornar um humano melhor.

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